sábado, 18 de abril de 2026

a última árvore que plantei

dobrasdaleitura produziu e embalou
A ÁRVORE DOS LIVROS DE IMAGEM
(queria mesmo enviar sementes de magnólia amarela com os últimos exemplares que vão viajar por vários bairros de São Paulo, mais as cidade de São Bernardo do Campo, Gonçalves, Niterói, Rio de Janeiro, Petrópolis, Curitiba, Porto Alegre, Primavera do Leste, Salvador e Porto Velho) acabou, acabou
#2noTelhado (2018-2026)
#costurasteoricas

sábado, 14 de março de 2026

à sombra do mundo

dobrasdaleitura #indiebookday
rever o caminho: a pesquisa, a escrita, a diagramação, a escolha de papéis, a impressão, a mudança de capa nas reimpressões, cada dobra feita à mão, a linha vermelha e a costura, o caderno que vai viajando pelo país e outros mares, permanecer à espera pela próxima feira... é possível publicar monografias de maneira independente!
A ÁRVORE DOS LIVROS DE IMAGEM
#2noTelhado (2018) #costurasteoricas
foto 1. @tipoforadacasinha

terça-feira, 3 de junho de 2025

um mergulho a magalhães

dobrasdaleitura | Escrevemos resenhas sobre livros (espera-se que os tenhamos lido), mas saiba: isto não é uma resenha, e o que me trouxe aqui foi uma pergunta, no encontro com os participantes do Curso Tatuí de Publicação @salatatui ontem, no módulo sobre processos criativos. E me dou o direito de adotar o estilo “eu nunca leio, só vejo as figuras” — porque mergulhei em um (a)caso na companhia de Sônia Magalhães.

Vi um livro de muitas páginas que ela folheou rapidamente, o que me fez desconfiar da perspectiva renascentista-fotográfica direcionando nossa percepção, olhar e leitura de imagem. Existe um autoritarismo na ilusão de realidade.
Quero tudo o que vejo antes e ainda em Giotto, a sua visão em raio-X, o que acontece dentro e fora das casas, das caixas, da cabeça das personagens. Por exemplo, o Papa Inocêncio III sonhando com Francisco de Assis: um senhor pesadelo ver rompida a coluna da santa igreja e a basílica cai-não-cai sustentada pela coluna vertebral do humilde santo... A eficiência narrativa está na geometria dos espaços multiplicados, num mesmo retábulo.

Quero ver mais e mais o que veio depois de Cézanne, senão frutos, massas de cor verde, amarelo, vermelho, as coisas que no mundo se moldam em círculos, esferas e cilindros.

Somos expectadores de uma representação.
O quadro Homenagem a Cézanne, de Maurice Denis (1900), é também uma peça imaginada com os figurões da irmandade secreta dos Nabis, em torno de uma pintura realizada duas décadas antes.

O pintor simbolista Odilon Redon tenta se convencer de algum argumento de Paul Sérusier. Ao fundo, o ruivo Édouard Vuillard, o crítico André Mellerio usando uma cartola, o merchant Ambroise Vollard atrás do cavalete, o próprio Maurice Denis, Paul Ranson, Ker-Xavier Roussel, Pierre Bonnard com um cachimbo e, olhando-nos, Marthe Denis, a esposa de Maurice. É ela quem diariamente indaga, e temos vida na fruteira?


sábado, 10 de maio de 2025

Dia Mundial da Colagem


RECORTAR é uma palavra semelhante a recordar, coisa de cortar e guardar as coisas que nos passam pelos olhos e pelas mãos: uma foto, um desenho, um postal, uma página de revista, e passamos boa parte da vida recortando informações, de lá pra cá, pra guardar e lembrar depois, para guardar dentro da cabeça, do celular, de uma caixa, de um livro — a colagem é uma brincadeira de criança que muitos artistas passaram a se utilizar para evidenciar como o tempo e a realidade são fragmentos e estilhaços de uma história por mostrar e vale a pena pensar como uma palavra e mais outra nos dá uma imagem, uma imagem e mais outra nos dá uma estrela, uma ideia que nos alegra — colar é então aproximar coisas, coisas alheias e distantes que se tornam mais nossas, e neste livro temos isso mesmo: UM ZUNZUNZUM VISUAL como é a apropriação de imagens que se transformam num léxico que nos serve para construir uma mensagem nova a partir de velhas referências: imagens que boiam pela internet, vindo de manuais de história, atlas medievais, estocagem e remix de frutas e bichos, monstros, transportes, filatelia, propagandas, marcas famosas e desconhecidas, texturas, brinquedos, filmes e fotografias em branco e preto, o colorido dos mestres da pintura e depois, depois do recorte, vieram nascendo os versos, ora legendas que leem a composição, ora palavras que me exigiam buscar outras figuras... uma coleção sem-fim de imagens do passado e do presente aptas a serem remanejadas do seu lugar, recortar é uma palavra semelhante a RECORDAR

✂️
bastidores do livro #coisacoisas
REEDITANDO o posfácio
para caber numa POSTAGEM
na companhia de Freud, Marx e...
Tina Bau @tipoforadacasinha!
️#2noTelhado #edicoesbarbatana
#colagem imagiário-abecedário