Dia 16 de março às 19h, tem encontro online na Sala Tatuí para falar sobre as relações ou diagramas espaciais da palavra com a imagem na literatura infantil.
Explicarei nove tipos de relação no processo de edição da página ilustrada, considerando os jogos semióticos criados por autores-ilustradores como chaves de leitura para apreensão e compreensão dos livros para crianças.
Inscrições >> www.salatatui.com.bt
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terça-feira, 1 de março de 2022
sábado, 15 de novembro de 2008
6ª Mostra Traçando Histórias


Capa do catálogo da 6ª Mostra Traçando Histórias que reúne ilustradores brasileiros de literatura infantil e juvenil. Com Paula Mastroberti, no painel Pesquisas sobre Ilustração, noite de 12 de novembro, quando apresentei uma panorâmica das categorias que desenvolvi em minha tese Imagens & enigmas na literatura para crianças, a respeito das relações espaciais palavra-imagem nos livros para crianças. Mediação de Laura Castilhos. Foto de Luiz Sposito.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Ooooooooops ;-)
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
RESUMO
Imagens & Enigmas na Literatura para Crianças
As relações palavra&imagem na literatura para crianças e jovens são investigadas pela perspectiva de suas estruturas e jogos intercódigos, anotando como se engendram e favorecem, ou não, a recepção criativa das obras contemporâneas. O estudo dá evidência aos aspectos materiais da linguagem e dos signos verbal e visual, estabelecendo quinze critérios para apreciação e análise, que resultam da arquitetura lógica de três categorias — (1) as condições contextuais ao campo da autoria, (2) as marcas do uso do suporte-livro e do projeto gráfico, (3) as relações espaciais palavra&imagem, propriamente ditas — cada uma delas permitindo a divisão em três subcategorias. A última categoria abarca os níveis de montagem por justaposição, sobreposição e fusão palavra&imagem, que se deixaram filtrar por três subdivisões, possibilitando perceber e identificar mais detidamente sua franja de detalhes.
Para tanto, foi necessário lançar mão de exemplos que principiam, factualmente, no período da Era de Ouro da Ilustração, a partir das últimas décadas do século XIX, na órbita dos países europeus, com destaque a Walter Crane e Arthur Rackham, dois marcos na história do livro para crianças. Em um percurso que não é estritamente cronológico, à experiência do passado vieram somar a reflexão e a experimentação de autores brasileiros na atualidade. Outro nível de discussão promoveu o mapeamento das dificuldades de definir conceitos e nomes para os próprios objetos literários no decurso da produção cultural para infância e, deste modo, colocaram-se à berlinda categorias como ilustração, livro de imagem e livro ilustrado.
Esta é a visão geral do trabalho, em sentido inverso porque, antes de tudo, era necessário conhecer as formulações e abordagens teóricas de outras pesquisas acadêmicas, em razão de poucas obras de referência publicadas, que abraçaram o desafio de compreender a relação palavra&imagem na literatura infantil, em diferentes áreas: artes, comunicação, design, semiótica, psicologia, educação e estudos literários, desde 1980 aos dias de hoje (2008). Nossa tarefa tem sido obrigatoriamente mais descritiva, colecionando fatos, informações, idéias a fim de correlacioná-los e criar uma nova proposta aberta para as possibilidades de decifração literária em ritmo de jogo e re-invenção estética por parte do leitor-criança. Deste modo, para o último capítulo, escolheram-nos três obras singulares dos escritores-ilustradores Angela Lago e Roger Mello, mais a parceria José Saramago e João Caetano, com as quais se brinca no diagrama das relações espaciais palavra&imagem.
Palavras-chave:
literatura infantil – ilustração – diagrama – estruturas – decifração
As relações palavra&imagem na literatura para crianças e jovens são investigadas pela perspectiva de suas estruturas e jogos intercódigos, anotando como se engendram e favorecem, ou não, a recepção criativa das obras contemporâneas. O estudo dá evidência aos aspectos materiais da linguagem e dos signos verbal e visual, estabelecendo quinze critérios para apreciação e análise, que resultam da arquitetura lógica de três categorias — (1) as condições contextuais ao campo da autoria, (2) as marcas do uso do suporte-livro e do projeto gráfico, (3) as relações espaciais palavra&imagem, propriamente ditas — cada uma delas permitindo a divisão em três subcategorias. A última categoria abarca os níveis de montagem por justaposição, sobreposição e fusão palavra&imagem, que se deixaram filtrar por três subdivisões, possibilitando perceber e identificar mais detidamente sua franja de detalhes.
Para tanto, foi necessário lançar mão de exemplos que principiam, factualmente, no período da Era de Ouro da Ilustração, a partir das últimas décadas do século XIX, na órbita dos países europeus, com destaque a Walter Crane e Arthur Rackham, dois marcos na história do livro para crianças. Em um percurso que não é estritamente cronológico, à experiência do passado vieram somar a reflexão e a experimentação de autores brasileiros na atualidade. Outro nível de discussão promoveu o mapeamento das dificuldades de definir conceitos e nomes para os próprios objetos literários no decurso da produção cultural para infância e, deste modo, colocaram-se à berlinda categorias como ilustração, livro de imagem e livro ilustrado.
Esta é a visão geral do trabalho, em sentido inverso porque, antes de tudo, era necessário conhecer as formulações e abordagens teóricas de outras pesquisas acadêmicas, em razão de poucas obras de referência publicadas, que abraçaram o desafio de compreender a relação palavra&imagem na literatura infantil, em diferentes áreas: artes, comunicação, design, semiótica, psicologia, educação e estudos literários, desde 1980 aos dias de hoje (2008). Nossa tarefa tem sido obrigatoriamente mais descritiva, colecionando fatos, informações, idéias a fim de correlacioná-los e criar uma nova proposta aberta para as possibilidades de decifração literária em ritmo de jogo e re-invenção estética por parte do leitor-criança. Deste modo, para o último capítulo, escolheram-nos três obras singulares dos escritores-ilustradores Angela Lago e Roger Mello, mais a parceria José Saramago e João Caetano, com as quais se brinca no diagrama das relações espaciais palavra&imagem.
Palavras-chave:
literatura infantil – ilustração – diagrama – estruturas – decifração
sexta-feira, 2 de maio de 2008
com as barbas de molho
Fim de abril e da data limite para o depósito da tese na secretaria de pós-graduação. Prazo cumprido, mas este é apenas o começo da última etapa: há de vir, enfim, a defesa num dia desses entre junho e julho.
Depois de alguns anos, debruçando-me nas pesquisas, e depois dos últimos dois meses sem saber o que acontecia pelo mundo, vem aí um volume de páginas com o título Imagens & Enigmas na Literatura para Crianças, sob a orientação de Maria dos Prazeres Mendes, compreendendo (1) um diálogo com outros estudos sobre ilustração e as relações palavra&imagem, (2) a proposta de uma matriz com quinze critérios para a apreciação e análise da literatura contemporânea para crianças e jovens, dando evidência aos aspectos materiais da linguagem e dos signos verbal e visual, dos quais resulta uma arquitetura lógica de três categorias sobre (a) as condições contextuais ao campo da autoria, (b) as marcas do uso do suporte-livro e do projeto gráfico, (c) as relações espaciais palavra&imagem, propriamente ditas, cada uma delas permitindo novas divisões de três em três subcategorias; por fim, (3) as decifrações em jogo com obras de Angela Lago, Roger Mello e Saramago, em parceria com o ilustrador João Caetano.
Isso dito, tudo pensado, tudo escrito, parece que a única prova material que o trabalho foi feito, realmente, é mesmo o pedido de encadernação... Das dez cópias, somando 3060 páginas, nenhum outro pedaço de papel que possa comprovar que o trabalho existe, em algum lugar, além dos diretórios virtuais do computador :-( Talvez seja por isso que, à maioria dos pesquisadores, venha a sensação de vazio pelo vazio que fica em nossas mãos. Afinal, o que foi feito foi feito?
Com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, somente a cabeça em órbita pelas idéias, vou retornando ao cotidiano (what is this, people?). Na própria quarta-feira, todos os livros que voavam pela casa retornaram às estantes, claro, em uma nova “disposição espacial”. Também volto para as coisas pequenas, já posso cortar as unhas dos pés, pentear os cabelos e aparar a barba... Sei não, até estou gostando do visual do velho Urtigão, do homem que subiu a montanha e vai voltando, passos sem pressa, para o mundo civilizado ;-)
Depois de alguns anos, debruçando-me nas pesquisas, e depois dos últimos dois meses sem saber o que acontecia pelo mundo, vem aí um volume de páginas com o título Imagens & Enigmas na Literatura para Crianças, sob a orientação de Maria dos Prazeres Mendes, compreendendo (1) um diálogo com outros estudos sobre ilustração e as relações palavra&imagem, (2) a proposta de uma matriz com quinze critérios para a apreciação e análise da literatura contemporânea para crianças e jovens, dando evidência aos aspectos materiais da linguagem e dos signos verbal e visual, dos quais resulta uma arquitetura lógica de três categorias sobre (a) as condições contextuais ao campo da autoria, (b) as marcas do uso do suporte-livro e do projeto gráfico, (c) as relações espaciais palavra&imagem, propriamente ditas, cada uma delas permitindo novas divisões de três em três subcategorias; por fim, (3) as decifrações em jogo com obras de Angela Lago, Roger Mello e Saramago, em parceria com o ilustrador João Caetano.
Isso dito, tudo pensado, tudo escrito, parece que a única prova material que o trabalho foi feito, realmente, é mesmo o pedido de encadernação... Das dez cópias, somando 3060 páginas, nenhum outro pedaço de papel que possa comprovar que o trabalho existe, em algum lugar, além dos diretórios virtuais do computador :-( Talvez seja por isso que, à maioria dos pesquisadores, venha a sensação de vazio pelo vazio que fica em nossas mãos. Afinal, o que foi feito foi feito?
Com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, somente a cabeça em órbita pelas idéias, vou retornando ao cotidiano (what is this, people?). Na própria quarta-feira, todos os livros que voavam pela casa retornaram às estantes, claro, em uma nova “disposição espacial”. Também volto para as coisas pequenas, já posso cortar as unhas dos pés, pentear os cabelos e aparar a barba... Sei não, até estou gostando do visual do velho Urtigão, do homem que subiu a montanha e vai voltando, passos sem pressa, para o mundo civilizado ;-)
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