quarta-feira, 26 de março de 2025

esta perspicácia e curiosa complexidade

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Resenha de Fabiana Zveiter

Leitores que já foram fisgados pela beleza e poesia das obras de Beatrix Potter, criadora do icônico Pedro Coelho, vão desvendar logo-logo um dos mistérios desta narrativa. Afinal, quem é a senhora Tiggy Tipico?

Para aqueles outros que estão tendo o primeiro contato com o universo da autora, com este livro, podemos dizer— preparem-se para embarcar em uma viagem rumo a destinos fantásticos em uma singela narrativa cheia de referências a outras histórias da tradição inglesa e sua própria literatura.

A autora inglesa, conhecida por sua conexão com a natureza e seu interesse pela ciência, atribui sentimentos e trejeitos humanos aos animais em suas histórias, mas sem infantilizá-los ou tratar os pequenos leitores de forma piegas. Embora suas obras abordem temas universais à condição humana, os animais não perdem sua essência nem seu comportamento, preservando até mesmo certos aspectos selvagens.

Neste pequeno conto de 1905, por exemplo, a pequena Lucie sai em busca de seus lencinhos e se depara com uma senhora que lava e passa para todos da região. Ela revela para a garota particularidades curiosas de seus clientes: as meias da galinha Sally-Sally estão sempre com os calcanhares gastos, de tanto que ela cisca pelo quintal; já os casacos dos carneiros apresentam manchas avermelhadas próximo ao pescoço — exatamente, onde os antigos criadores costumavam pintar símbolos ou letras para identificar e distinguir seus rebanhos.

É justamente com esta perspicácia e curiosa complexidade que Beatrix Potter segue atual, intrigando e conquistando fãs gerações após gerações. Não deixe de observar também as aquarelas pintadas pela autora-ilustradora que dialogam com as passagens da história: elas também guardam muitos segredos surpreendentes.

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