segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Bandeirinhas para o Natal de João

Alyssa e a magia da leitura

Você gosta de poemas? O livro Uma noite para João e outros poemas, do escritor Peter O Sagae, ilustrações de Sandra Javera, Paulinas Editora, traz poesias sobre festa junina e canções de ninar. As ilustrações em aquarela são suaves e lindas! Ótima leitura para todas as idades.

A obra recebeu o selo Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio 2017. ❤️

Foto de Marcia Tomiyama.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

João na BLLIJ

iiLer/Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio



Resenha:
Uma série de curtos poemas em torno do João que virou santo e é venerado popularmente em festas do interior, lembra, aqui, sua história de profeta, também associada ao primo que, afinal, divide a história em antes e depois dele. Os versos e as canções de ninar convidam a releituras, assim como as imagens seduzem pela delicadeza dos traços em aquarela. — Eliana Yunes

Palavras-chave:
cantigas de ninar, São João (festa popular), poesia, releitura, Bíblia, cultura popular

Imagem-chave: página 34

Fonte: http://bllij.catedra.puc-rio.br/index.php/2017/12/04/uma-noite-para-joao-e-outros-poemas/

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

UM PRESENTE PARA JOÃO

Dezembro nos trouxe um selo especial da Cátedra Unesco de Leitura!


Juntamente a outros títulos de literatura infantil e juvenil eleitos como os melhores livros de 2017, UMA NOITE PARA JOÃO traz poemas meus e desenhos de Sandra Jávera, e foi publicado pela editora Paulinas, sob a coordenação de Goretti Oliveira. Neste ano, o convite à leitura da SELEÇÃO CÁTEDRA 10 diz o seguinte – “A imaginação de crianças e jovens é tão real quanto às páginas destes livros.”

Estamos aqui numa alegria só. O selo destaca obras com valor literário, plástico e editorial, considerando temas e gêneros textuais diversos, sem designação por categorias ou faixas etárias, mas atenta somente à qualidade ao diálogo palavra/imagem que torna o livro um artefato original indispensável para arte-educação.

Obrigado a todos!

Fonte: http://bllij.catedra.puc-rio.br/index.php/selos/selo-2017/


domingo, 19 de novembro de 2017

um burtopelo no blog do livrinho!

Maria Amélia Jannarelli, para o Instagram no blog do livrinho



O Bartolo Burtopelo foi um dos nossos achadinhos na Feira Miolo[s]... ali, enquanto eu folheava o livro rapidamente, tentando evitar que um dos filhos rasgasse os livrinhos expostos e que o outro usasse o carimbos à venda na banca vizinha (enquanto o marido avisava que eles estavam causando ~ ahn, sério!?), o que me chamou a atenção foi o fato de o menino da história pedir pra sair da casa e ir fazer xixi, enquanto o bicho-papão amarra seu pé com uma corda pra evitar a fuga - estou estudando loucamente a chapeuzinho vermelho, e essa era exatamente a artimanha da menina pra escapar do Lobo nas versões folclóricas e orais do século XVII (foi Perrault que deu um fim trágico pra história, mas isso é assunto pra outro post!). Pois bem, ontem à noite eu e Otto pudemos ler com calma, deitadinhos, aconchegados, na luz do abajur... e foi MUITO DIVERTIDO! Tudo bem que o pequeno estava especialmente de bom humor, e também especialmente peguntadeiro: o que é isso? Ele é um monstro? Mas ele tem cara de bonzinho! Pão picado? Toicinho? Ah, café aguado? Onde já se viu? Hahahah!!! Xixi no pé? Eca!... e assim foi!

Pra mim, a adulta (será!?) dessa relação, a diversão ficou por conta de identificar os pontos-chave da narrativa maravilhosa, das informações do colofão, que entregam a tiragem mínima, o tipo do papel da capa e recheio, da dica que pode vir por aí a trilogia do Bartolo (cês já repararam que a última moda nos livros ilustrados é a trilogia?)... da ficha catalográfica (sim, eu me divirto com essa parte também!) engraçadinha (1. Literatura infantil. 2. Como fazer miga de pão?) - quer mais capricho que pensar nas informações da ficha catalográfica? Sério, fiquem de olho no coletivo BabaYaga, casa de gente bamba!

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P.S. Lá vai nosso Bartolo Burtopelo, com as ilustrações de Suryara Bernardi (BabaYaga, 2016), entre outros livros que Maria Amélia (blog do livrinho) encontrou no espaço da miolinho(s) durante a Feira Miolo(s) realizada na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, no dia 11 de novembro. Obrigado pelo carinho! Que leitura séria e divertida! Na foto, vemos também a capa de Acqua Alta, de Nik Neves, uma narrativa visual que comento [aqui].

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Poemas para João

Neide Medeiros Santos – FNLIJ/PB
para o blog Nas Trilhas da Literatura


dorme, meu João, dorme
​​dorme agora sossegado
​​que eu cantarei baixinho
​​para sempre do seu lado.
​(Peter O´Sagae. VII Canção de Isabel)

​Peter O´'Sagae reúne neste bonito livro Uma noite para João e outros poemas (Paulinas, 2017), com ilustrações de Sandra Jávera, quatorze poemas que entrelaçam o nascimento de João, os festejos juninos, canções de ninar e o nascimento de Jesus. O autor transitou com muita naturalidade pelas veredas poéticas, alinhando seu gosto musical com as pesquisas sobre o folclore. ​No seu caminhar pelas veredas da poesia, encontrou uma fada ilustradora que deu beleza aos poemas com seus traços delicados e cores suaves proporcionadas pela técnica da aquarela.

Dispostos em conjunto de dois blocos de sete poemas, eles vêm separados pela ilustração de duas páginas que lembram as bandeirinhas de Volpi. Os sete primeiros poemas estão ligados ao nascimento de João, o festejado santo dos nordestinos. Seu nascimento é celebrado no dia 24 de junho e muito comemorado em todo Nordeste brasileiro. Os outros sete poemas referem-se ao primo de João, o Salvador do Mundo.

​No poema “Canção para Isabel”, poema VII, ecoam vozes de autores de literatura infantil – Maria Clara Machado e Cecília Meireles. ​O cavalinho de Vicente, na peça teatral de Maria Clara Machado, era apenas um pangaré marrom, bem magro, mas para o menino era um lindo cavalinho azul. Com esse cavalinho imaginário Vicente percorre a cidade. ​O cavalinho, no poema de Cecília Meireles, era branco e tinha crina dourada. Descansava entre flores.
​Descansa entre flores, o cavalinho branco. 
​De crina dourada. ​
No poema “Canção para Isabel”, de Peter O´'Sagae, o cavalinho dorme debaixo de véu estrelado. De forma inusitada, o poeta não diz – céu estrelado – o que seria mais comum – mas, “véu estrelado”. ​
A noite varreu as nuvens
​que deixavam triste o céu
​também dorme o cavalinho
​debaixo do véu estrelado
​Para ilustrar esse poema, Sandra Jávera colocou um menino (João), deitado com a cabeça sob um travesseiro e um círculo azulado envolvendo todo o menino. O ambiente onírico do poema se transfere para a ilustração. O branco e o azul estão presentes conferindo um clima de paz e tranquilidade.

​O poeta Manuel Bandeira, na apresentação que fez para o livro “O cavalinho azul”, lembra que a cor azul “sempre foi símbolo de sonho, de ideal, de infinito”. As cores frias, verde e azul predominam nas ilustrações feitas por Sandra Jávera corroborando a afirmativa do poeta Manuel Bandeira.

​Ainda, nas ilustrações, chama à atenção do leitor as delicadas figuras que representam o menino João, o avô e Isabel. Até mesmo as libélulas que enfeitam a parte interna da capa, são delicadas, simétricas, pequeninas. ​

O primeiro poema – “Quem é o menino” – inicia com a inocente pergunta:
Vô, quem é
​aquele menino
​com o carneiro
​na mão?
​E vem a resposta do avô:
Aquele é João.
​O último poema – “O outro menino” – também se inicia com outra pergunta:
Vô, quem era
​aquele Menino
​com olhos de luz?
​E o avô responde com a mesma naturalidade: ​
João, ​
aquele é seu primo
​O menino com olhos de luz é Jesus, que nasceu depois de João. Conta a história que quando Maria visitou a prima Isabel que estava grávida de João o menino exultou de alegria no ventre de Isabel. Maria também estava grávida daquele que seria o Salvador do Mundo.

Uma noite para João e outros poemas é um livro que trata de uma temática religiosa cristã. São textos que vêm envolvidos de muita ternura e sensibilidade. A musicalidade dos versos e a criação de imagens de grande riqueza poética atraem o leitor que fica seduzido por essa linguagem e pelas bonitas ilustrações.

​Para concluir, comprova-se a criatividade poética do autor com a transcrição do poema “III – E foi bem assim”:
quando nasceu
​o menino, Isabel
​mandou acender
​uma fogueira
​no ponto mais alto
​da montanha

​leve e ligeira
​muito branca, subiu
​uma fumaça
​aberta em bandeira
​no pano de estrelas
​bem alto no céu
​Se a primeira estrofe segue uma linguagem denotativa, a segunda apresenta riqueza metafórica.Atente-se para o recurso estilístico do “enjambement”. Que venham outros poemas da lavra de quem lapida as palavras com a mesma sensibilidade poética de Cecília Meireles e de Elias José.