Mostrando postagens com marcador Entrevistas e depoimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevistas e depoimentos. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de abril de 2025

livros de figuras escondidas?


Aqui vai o texto da Vanessa Lima para a revista do @clubequindim a respeito dos ‘livros de figuras escondidas’ ou wimmelbilderbuck ou hiddenpicture book com suas imagens ocultas e fervilhantes!!

Onde está Peter? Siga a trilha...
O que é um livro caça-objetos?
REVISTA QUINDIM, 14 de março
quindim.com.br/blog/o-que-e-um-livro-caca-objetos

#literaturainfantil
#clubequindim
🧡 #quemtemquindimtem

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Dia de Ooops, oh p7!

Eu adorava esse tapete de quadrados. Era um tapete áspero. O sofá, vermelho. Pés palitos, botas brancas, aqui quem precisa de botas? E o botão do rádio-vitrola... já era.

P7 é um anagrama.
Listen. Silent.
Imagens, enigmas.

L I S T E N
I S L T E N
I S L E N T
S I L E N T

🌈 #erasoquasequadrado
ouça, #coisacoisas da vida



NOSSA VOZ, por Patrícia Costa
16 nov. 2024 @olhar.singular.psi

As pessoas em geral pouco sabem sobre autismo ou qualquer outra condição que seja diferente da norma. E geralmente ou somos vistos como gênios ou incapazes. É muito comum alguns psicanalistas, psicólogos neurotípicos esquecerem que estão diante de uma pessoa autista e agirem, mesmo sem querer, com violência sem levar em consideração que estão diante de alguém com um funcionamento e visão de mundo bem diferente de um neurótico.

Muitas vezes introjetamos tanto o capacitismo que não só o aceitamos, como o reproduzimos, complicando ainda mais o nosso percurso. Muitas vezes só vamos perceber uma intervenção violenta depois da sessão, ou dias depois, pois processamos algumas coisas mais lentamente justamente por termos o capacitismo internalizado. Estamos acostumados a ouvir “especialistas” neurotípicos em autismo falando por nós e não nos dando espaço para falarmos, trabalharmos, e sermos reconhecidos como sujeitos. A diferença não é bem-vinda. Nunca foi e é uma luta nossa ocupar os espaços que desejamos fazendo valer a nossa voz.

Nossa forma de viver e ver o mundo é diferente e isso não é um déficit. Só se torna um problema quando o outro encara como um problema. O trabalho a ser feito em análise também é desconstruir o capacitismo introjetado em nós para não sermos cruéis para conosco e também para perceber quando alguém está sendo violento.

#capacitismo #deficiência #neurodiversidade #autismo #autismos #tea #neurotipicos #neuroatipicos #autismonãotemcara #diagnósticosalva #diagnósticotardio #necropolitica #despatologiza #exclusão

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Dicas para gostar de ler, 2

Nossa literatura para crianças tem menos de 150 anos. Se você busca mais qualidade de história a ser contada e ilustrações mais abertas à leitura, sua lista vai começar a contar títulos produzidos a partir das mudanças culturais em torno da década de 1970. Alguns autores estavam preocupados com o registro mais realista da vida do brasileiro, daí o lugar do protagonista infantil e juvenil, mesmo que mesclando elementos da fantasia.

A revista do @clubequindim publicou a segunda parte da entrevista feita pela Fabiana Zveiter, com nossa lista de 10 obras da literatura infantil brasileira que todo mundo deveria ler. Pelo menos, um bocadinho, um verso, uma página, um parágrafo...

Siga a trilha >>
10 Clássicos da literatura infantil brasileira que você precisa conhecer

#clubequindim
#literaturainfantil
#recortadosparapensar
🧡 #quemtemquindimtem

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Dicas para gostar de ler, 1

Por outro lado, se temos cuidados com o fenômeno da fastfood e da fastfashion, na saúde das crianças, penso que deveriamos observar melhor se não temos igualmente literatura de fastbook que seria como alimentos ultraprocessados ou roupas impregnadas de metais pesados para fazer brilhar cores fortes que duram pouquíssimo tempo em nossas vidas.

Na semana passada, saiu a primeira parte de uma entrevista concedida à Fabiana Zveiter para a revista do @clubequindim a respeito dos livros clássicos de literatura infantil, seguida de uma seleção de 10 obras que amamos muito.

Siga a trilha >>
O que torna um livro um clássico?
Conheça 10 títulos fundamentais da literatura infantil mundial


Imagem adicional >>
Maurice Sendak #mauricesendak
Onde vivem os monstros (1963)

#clubequindim
#literaturainfantil
#recortadosparapensar
🧡 #quemtemquindimtem

terça-feira, 15 de outubro de 2013

dia dos professores

Quase sempre estudei em escolas públicas e tive professores que transformaram meu caminho. Maria da Graças no ensino das primeiras letras, o E escondido na tromba do elefante, Dona Diva na regência da quarta série e sua sensibilidade austera ao me encontrar encostado no tédio das paredes brancas, depois da lição feita, estendendo-me cadernos de desenho para não perturbar o tempo...

Depois a escola se abriu em matérias e professoras, mas não me encantei com artes, nem educação musical, nem geografia, e descobrir que a língua portuguesa dominava os horários entre outras disciplinas foi uma tristeza! Meu espírito encantou-se com a matemática de Teresa Hiratsuka, os problemas lógicos, os números reais e imaginários, o que me permitiu participar de certas Olimpíadas e chegar ao sétimo lugar no concurso das regionais. A mulher que calculava me falava muito de Malba Tahan! E, como as ciências se dividem, Dona Creuza trouxe-me o desejo do colecionador de pedras e de folhas, em diferentes anos; a jovem professora Hisae me levou a pesquisar velhas revistas e enciclopédias para descobrir a existência do ornitorrinco e outros animais estranhos. Percebo como as palavras esdrúxulas do estudo das rochas, da biologia animal e da botânica me excitavam! E Ana Maria dispensou o currículo obrigatório da oitava série e levava os alunos rumo às leis da genética. Nas manhãs quando éramos terríveis, ela rezava Ave Maria em francês...

O caráter dócil da língua e a compreensão da literatura vieram com Yolanda Kinuyo Matsuda, a partir da sétima série, para depois firmarem-se comigo nas aventuras pelos mares de Camões até as lágrimas e chuvas do Romantismo com Ayako Rosa Bissoli, depois as revisões para o vestibular com a voz tronitruante de Cilene Araújo, em vestidos e saias godê duplo e indefectíveis sapatilhas douradas.

Agora, mais abaixo, reapresento o texto "Linha a linha, Yolanda entrelaça" que, em 2005, ganhou o IV Concurso Leia Comigo! promovido pela FNLIJ, na categoria ficção, ainda que o tivesse inscrito em relato de experiências. Só preciso acrescentar algumas informações curriculares curiosas: esta Yolanda foi aluna de Nilce Sant'Anna Martins, Ataliba Castilho, Décio Pignatari... ao que parece, nenhum fio deve se perder!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

arigatô, yamashita-kun

Abraços Dobrados, 22/09/2011


Para iniciar bem a primavera, mil pássaros coloridos e
uma mini-entrevista para a Teresa Yamashita. ありがとう!
[leia aqui]

segunda-feira, 11 de julho de 2011

a censura que assola os livros

AEILIJ Boletim 16, junho de 2011

A AEILIJ decidiu perguntar: “Em sua opinião, onde se encontra o nó responsável pela censura que assola os livros de literatura para crianças e jovens?” Responderam autores, editores, professores e outros agentes de leitura...

«Essa discussão sobre a censura e o politicamente correto na LIJ vem nos lembrar como parte da produção ainda se prende a uma literatura circunstancial, marcada por interesses imediatos de aplicar às histórias uma moral precária ou suspeita; o que se discute é um ponto de vista que se tornou mais ou menos conveniente, espécie de mea culpa e, por isso mesmo, possui sempre um contraponto qualquer. Vale lembrar, quando a literatura tem generosidade, construída eticamente como arte, nada aí se encontra entre razões cotidianas para discutir. É tão só qualidade admirável! »


Peter O’Sagae é Doutor em Letras/USP e comentarista de LIJ

sexta-feira, 4 de junho de 2010

domingo, 19 de agosto de 2007

Nossa alma de verde veste

Neide Medeiros Santos, professora e crítica literária UFPb/FNLIJ, tem percorrido estradas da literatura há bastante tempo, com muito carinho e lições para compartilhar. Em uma oficina, em 1996, com ela aprendi histórias e mistérios de pavão, de sazafrás levando mocinha embora e córdeis para menino.

Produzimos acrósticos e, nas voltas que este mundo dá, tenho a sorte de seguir nas viagens de Neide através de onze linhas de rima. Meu texto também integra sua tese, recentemente publicada em livro — Guriatã: uma viagem mítica ao país-paraíso (Idéia Editora, 2005), comentado na Vitrine de Estudos.

Em março, chegou mais surpresa. Em letra miúda. Dentro de um envelope, um livro de sonetos mais três folhas soltas: uma carta do poeta Paulo Nunes Batista para Neide, quatro décimas num soco e mais outra página de sextilhas compondo a Canção de Guriatã, que aqui apresento. É um movimento de leitura sobre leitura que intimamente desdobra uma história de amizade:


"Exímia resenha crítica,
sobre esse trabalho vai
fazer, com muito equlíbrio,
nosso Peter O'Sagae:
É Guri atando o canto
que, em sonho, do Espaço cai."



Paulo Nunes Batista nasceu em João Pessoa (PB), mas mora em Anapólis (GO), possui onze livros publicados, mais de 150 folhetos e folhas voltantes, e é filho do grande poeta popular Francisco das Chagas Batista, cultivando o gênero do cordel com mestria. Na Canção de Guriatã, ele nos presenteia com doze diferentes rimas pelas doze estrofes de seu cordel.